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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

As experiências por entre os tachos...


Hoje ao contrário do que é habitual, não vou deixar nenhuma receita, deixo antes um texto sobre as minhas experiências por este mundo da culinária...
Para mim cozinhar, é daqueles preciosos momentos que tenho só meus. Se bem que nos últimos tempos, o tempo é tão escasso, que dou por mim a fazer o mais básico e essencial.

O que realmente gosto, é ter uma ideia, espreitar uma receita base (seja de um bolo, ou de outro prato qualquer), como por exemplo a Lasanha e depois recriar à minha maneira, utilizando em vez de carne, por exemplo salmão ou bacalhau.

Num bolo, já quase não sigo uma receita (deixem que vos diga, que a ultima vez que o fiz, saiu-me um bolo enqueijado). Um bolo para mim tem de ter sempre um toque único. Os ovos e o açúcar são o que são e são intocáveis (ou quase) numa receita. Pronto, o açúcar por vezes em vez de branco e refinado, uso o amarelo, para um sabor mais rústico.
Quando chega a parte da farinha, ai sim, sinto-me como peixe na água e à vontade para divagar... então se a quantidade de farinha é por exemplo 250 grs. 100grs. será de farinha de trigo, 50 grs de farinha maizena ou eventualmente farinha de arroz (já alguma vez experimentaram?) e as outras 50 grs serão sempre de um ingrediente que vai conferir um sabor distinto ao bolo, como o caso das nozes, avelãs ou amêndoas.
A maioria das vezes os frutos secos são colocados na picadora, para se envolverem por completo massa. Mas nem sempre utilizo frutos secos, por vezes utilizo pepitas de chocolate preto (que o filhote adora), ou então chocolate granulado (para fazer o bolo formigueiro), coco ralado...
Quanto à gordura colocada no bolo, prefiro o azeite, à margarina e ao óleo.

Em determinadas épocas do ano, gosto de fazer bolos específicos, como o do Outono , com sabores que apelam ao conforto e recolhimento, como a canela, o gengibre, a noz moscada e a laranja. Para completar esta panóplia de sabores, nada como um pouco antes de a massa ganhar crosta, colocar umas rodelas de maçã que já estavam demolhadas em sumo de limão (por causa da oxidação) e polvilhadas com açúcar amarelo e canela. Quando o bolo voltar ao forno, o que vi acontecer é uma fusão entre o açúcar e a canela, formando um género de caramelo. Por fim depois de se desenformar, pode-se pincelar o bolo com geleia de fruta ou de laranja e eis uma explosão de sabores!!

Nem sempre tudo me corre de feição, muitas são as vezes em que as experiências não me correm bem. Como no dia em que resolvi por erva-doce no arroz branco. Blarghhhh era mau de mais!!!! Mas só experimentando e errando é que vamos melhorando.

Os biscoitos são outras receitas em que adoro fazer experiências. Normalmente correm sempre bem...
Só tenho pena de ainda não ter descoberto uma receita semelhante às bolachas integrais que se encontram na "Casinha do Pão" que eu adoro!!

Isto tudo para dizer que... Cozinhar, é tudo uma questão de ter coragem de experimentar, sem medos.
Nunca me importei muito que os meus pratos ao serem servidos e fotografados, não tenham um aspecto muito "gourmet", o que importa é o seu conteúdo! Portanto, sem medos agarre nos tachos e nas panelas e mãos à obra!!!